10º Aniversário do Reconhecimento Mútuo do Batismo entre as Igrejas em Portugal
No dia 25 de janeiro de 2014 na Catedral de S. Paulo, da Igreja Lusitana (Comunhão Anglicana), em Lisboa, aconteceu a cerimónia de reconhecimento mútuo do Batismo entre Igrejas. A celebração, inserida na celebração da semana de oração pela Unidade dos Cristãos, compreendeu a assinatura da declaração de reconhecimento mútuo da validade do sacramento do baptismo administrado nas Igrejas.
A declaração foi assinada pelos Bispos e Presidentes das Igrejas: Católica Romana, Lusitana, Metodista, Presbiteriana e Ortodoxa do Patriarcado Ecuménico de Constantinopla. Estas Igrejas reconhecem o Baptismo como vínculo básico da unidade e esperam que o reconhecimento constitua um passo em frente no caminho da unidade visível do único Corpo de Cristo «para que o mundo creia».
Reconhecimento Mútuo do Sacramento do Batismo
A IGREJA CATÓLICA ROMANA, a IGREJA LUSITANA CATÓLICA APOSTÓLICA EVANGÉLICA, a IGREJA EVANGÉLICA METODISTA PORTUGUESA, a IGREJA EVANGÉLICA PRESBITERIANA DE PORTUGAL e a IGREJA ORTODOXA DO PATRIARCADO DE CONSTANTINOPLA, conscientes da concordância que entre elas já existe sobre os pontos fundamentais de doutrina e prática batismal e constatando que, na prática, já aceitam tacitamente o reconhecimento mútuo da validade do sacramento do Batismo tal como é administrado nas suas Igrejas, decidem:
Reconhecer mutuamente a validade do Batismo nelas administrado e tornar público este reconhecimento
e, em conjunto, declaram:
Aceitar que o Batismo nelas administrado foi instituído por nosso Senhor Jesus Cristo e é, fundamentalmente, uma dádiva gratuita de Deus ao batizando, vinculando-o com a morte e ressurreição de Cristo (Rm 6,3-6), para o perdão dos pecados e para uma vida nova;
Ensinar que o Espírito Santo desceu sobre Jesus no seu Batismo e desce também hoje sobre a Igreja, tornando-a comunidade do Espírito Santo que, em testemunho, serviço e comunhão, proclama o seu reino;
Aceitar o Batismo como vínculo básico da unidade que nos é dada pela fé no mesmo Senhor;
Aceitar o Batismo como processo da nossa consagração para a edificação do Corpo de Cristo, tendo em vista o nosso crescimento «até que cheguemos à unidade da fé e à medida da estatura da plenitude de Cristo» (Ef 4,13);
Administrar o Batismo com água e em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, para a remissão dos pecados, de acordo com a intenção e o mandamento de Cristo (Mt 28,18-20);
Excluir a possibilidade do rebatismo nos casos de passagem de membros de uma Igreja para outra;
Aceitar como válidos os certificados de Batismo emitidos pelas nossas respetivas Igrejas;
Esperar que este reconhecimento constitua um passo em frente no caminho da unidade visível do único Corpo de Cristo «para que o mundo creia» (Jo 17,21) e contribua para uma maior comunhão entre todos os batizados.
Lisboa, Catedral Lusitana de S. Paulo, 25 de Janeiro de 2014